Na manhã do dia seguinte ao show de Goiânia, fomos ao aeroporto e fizemos uma escala em Brasília, logo depois voamos para Palmas!
Chegando lá o calor nos abraçou. No termômetro, 33 graus!
Um grande público nos esperava na Praia da Graciosa! Confira no vídeo como foi o nosso 2o. show do ano.
Olá a todos,
Ao longo dos últimos dois meses, acabei escrevendo três textos. Como a maioria de vocês sabem, o motivo, em princípio, era dizer às pessoas o que estava acontecendo comigo depois do meu acidente. As cartas acabaram provocando um intercâmbio inesperado. Para minha supresa, um monte de gente escreveu comentando os textos. Não sei se vou conseguir manter esse hábito, mas vou fazer ao menos uma tentativa.
Esse ano foi peculiar; tudo começou bem, ou ao menos “normalmente”. Mesmo uma banda acaba tendo um rotina, e a nossa é viajar, compor, gravar e fazer shows. Não me entendam mal, não nos aborrecemos em momento algum; nunca é tedioso, e mesmo que façamos cento e vinte shows num ano, sempre é divertido e diferente. A turnê do disco Ao vivo estava programada para ir até dezembro, quando completaria um ano e oito meses, e minha concetração já estava toda voltada para as composições do disco novo.
Quando começamos a escrever, um anos atrás, não tínhamos idéia de quantas canções viriam a ser gravadas. O Alvin e eu trabalhamos juntos há muitos anos, e ao longo desse tempo aprendemos a nos conhecer bem. Quando o cara pensa numa frase, eu completo antes que ele termine. Acho que compor em parceria é sempre melhor quando os músicos se conhecem bem. Eu digo isso porque muitas vezes você fica meio envergonhado de mostrar algo inacabado pra alguém. Quando se tem um bom amigo trabalhando contigo, você perde um pouco o medo do ridículo e diz tudo que te vem à cabeça, por mais absurdo ou engraçado que pareça.
Isso só é divertido se no final você consegue ter o bom senso de perceber o que é bacana e o que não é, o que infelizmente, eu reconheço, nem sempre acontece. Também escrevi duas músicas com o Pitt, irmão do Yves, minha primeira parceria com ele, embora já tenhamos gravado várias músicas dele. Ao todo, entre Alvin, Pitt, Yves, e Robledo, acabamos escrevendo umas vinte canções.
Os ensaios começaram em agosto, e a gravação estava marcada para o começo de novembro. Uma semana antes do começo, eu caio do palco e me quebro todo. No começo não entendi a gravidade do que tinha me acontecido, e achei que em dezembro já estaria tocando de novo. Suspeito que não me diziam tudo pra que eu não entrasse em pânico, o que foi uma decisão acertada porque ficar preso a uma cama num hospital por um mês é apavorante.
Quando meu suplício começou chegaram a me perguntar se eu queria que o disco fosse adiado, mas eu achei que estávamos muito ensaiados, e parar faria tudo começar do zero quando eu me recuperasse. E pronto, assim tudo continuou como se nada tivesse acontecido, e eu acabei acompanhando a gravação da cama do hospital via skype.
O produtor é um cara chamado David Corcos, produtor de discos do Marcelo D2, Planet Hemp e Seu Jorge. Achamos que era hora de gravar com um cara novo, de procurar uma outra sonoridade, e a escolha não poderia ter sido melhor. O David merece um longo texto só sobre ele, então essa fica pra depois. Eu só quero acabar essa parte dizendo que eu acho que ele fez o melhor disco do Capital, mas quem vai dizer se eu tenho razão são vocês.
Voltando ao meu acidente; mesmo tendo falado muito sobre ele, todo mundo que me encontra quer saber de algum detalhe, e por mais que eu queira virar a pagina e deixar esse assunto pra trás, ele parece se recusar a ser esquecido. É verdade quando dizem que experiências como essa são transformadoras, e mesmo que a produção do disco já tivesse sido decidida antes do acidente, a mudança de produtor não poderia estar mais em sintonia com o que venho sentindo agora.
Quero que 2010 seja diferente para o Capital. Quero mudar muita coisa e quero poder surpreender as pessoas. O Capital já tem uma personalidade definida e acho que tentar mudar isso seria um erro.
Vocês conseguém imaginar o Capital reaparecendo eletrônico ou metal? Todo mundo ia odiar, pricipalmente os fãs, mas nós também. Mesmo assim muita coisa pode mudar. E esse é o desafio pra nossa banda no disco novo e na nova turnê: sermos criativos sem perder nossa identidade.
Esse foi um ano duro pra mim. Trabalhei o ano inteiro compondo e dando shows e no final me esborracho todo. Espero que de algum modo isso tudo possa me trazer algo de bom. Até agora, aprendi muito sobre gratidão, generosidade e paciência, mas eu estou curioso pra ver que consequencia isso vai ter para o meu trabalho. Não consigo dizer que esse foi um bom ano; eu passei pelo momento mais difícil da minha vida até hoje.
Confesso estar contente de ver o ano chegando ao fim.
Chega de 2009 e que todos nós possamos ter um ano melhor em 2010.
Boas vibrações pra todos vcs.
Valeu, Dinho.
Saudações!!!
Como havíamos prometido, todas as quintas-feiras será publicado um post do fã. Recebemos muitas coisas de todos os lugares e os escolhidos foram: Paula Santana Barreto (texto) e a montagem de Elizia Cristyane Pereira.
“Quando fiquei sabendo que o CAPITAL INICIAL iria tocar aqui na minha cidade eu não acreditei, entrei no site do Capital procurei a agenda de show de vocês e não constava o nome da minha cidade, então passei a entrar no site todos os dias, as vezes até mais de uma vez ao dia, e eis que em um determinado dia lá estava o nome da minha cidade Teixeira de Freitas (Bahia), 19 de junho!
Só então tive a certeza de que era mesmo verdade, vocês estariam aqui. Eis que finalmente chega o dia do show, eu já não cabia mas em mim de tanta ansiedade…
Chegou a hora do show: o Flávio Lemos ou o Fê entra no palco (não lembro a ordem ao certo), eu começo a gritar desesperada, e logo após entra o Yves Passarell e por último o Dinho Ouro Preto (gritei muitoooo), parecia um sonho, cada música, cada gesto, cada frase, cada movimento de vocês eu gravei em minha memoria. Depois de pular muito, gritar muito, cantar todas as músicas junto com vocês, o Dinho começa a cantar a música “A sua maneira” e logo após cantá-la anuncia que o show acabou, se despedem tiram fotos e saem do palco, eu não acreditava que o show tinha acabado (uma galera começou a ir embora), eu e minha prima começamos a discussão de que vocês voltariam ao palco, pois não haviam cantado algumas músicas que a gente jurava que vocês cantariam, então ficamos aguardando, e eis que então ouço a voz do Dinho pedindo pra abaixarem o som do pessoal que estava no camarote, nessa hora eu e minha prima não tinhamos mas dúvidas nenhuma (se é que tivemos em algum momento) de que vocês voltariam ao palco, foi quando o Fê entrou novamente ao palco, e eu e minha prima saímos em disparada pra juntinho dali (foi a chance que eu esperava pra ver vocês de pertinho), entrou o Flávio e logo após o Dinho (com uma taça de vinho na mão, lindo demais…), e o Yves, eu me senti no céu, nunca imaginei ver vocês assim tão perto (confesso que tive vontade de pular ai em cima, mas como a estrutura montada estava muito alta, logo desisti da idéia). Aí o Dinho (perfeito), começa a cantar a música “Fogo” em capela, depois “Veraneio Vascaína”, e por fim “Por enquanto” anunciando (agora de verdade) que vocês estavam “voltando pra casa”.
Pessoal, foi o MELHOR show de minha vida, perfeito em tudo. Fiquei mais Fã ainda de vocês, espero que não demore para eu vê-los de novo, e quando isso acontecer vou querer autografo e foto com todos. Vocês marcaram a história da minha VIDA pra sempre, agora não é mais só as músicas do CAPITAL que marcam e fazem parte de minha vida e sim o CAPITAL COMO UM TODO, o Fê, o Flávio, o Yves e o Dinho (gente vocês são demais) .
Termino meu texto, meu relato do show da minha vida com um trecho de uma música de vocês:
” Naquela noite que eu te conheci, eu acho que nunca vou esquecer.
Um momento quase perfeito (pra mim, perfeito em tudo), inocente em seus defeitos.
Tudo que é BOM dura pouco e NÃO ACABA CEDO. Agora pra sempre, foi embora mas eu nunca disse adeus…”
P.s.: Ah! Espero dá proxima vez ouvir o Dinho cantando a música “Eu vou estar” em capela. Amo essa música ela é uma dentre as tantas outras músicas de vocês que marcaram a minha vida…”
Paula Santana Barreto
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