Dinho Ouro Preto
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Blog do Capital Inicial

Força Capital no VMB 2010

13 setembro 2010

Salve nação Capitaliana!

Hoje, dia 13 de setembro nós estaremos no programa Top 10 da MTV, batendo um papo sobre nossas indicações ao prêmio!
E no dia do prêmio, o Capital sobe no palco pra manter o público quente, na expectativa do anuncio dos vencedores! E com a ajuda de você vamos levantar vários troféus!
Abraços a todos!

E pra quem quiser ver nossa participação no Aquecimento VMB que rolou no dia 03 de setembro clique aqui!

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Post do Fã – Das Kapital Aquece POA

19 julho 2010

Na gelada sexta-feira de 16 de julho, o Pepsi on Stage em Porto Alegre/RS recebeu o show do Capital Inicial.
Antes da apresentação, nas picapes: DJ Capu e após, o carismático Alexandre Fetter, da Atlântida FM. À meia-noite, ao som de Nirvana, uma contagem regressiva no telão empolgou os fãs. E logo, Dinho Ouro Preto (vocal), Yves Passarell (guitarra), Fê Lemos (bateria) e Flávio Lemos (baixo) subiram ao palco com a música Ressurreição.

Que País é Esse? foi a terceira canção e aqueceu de vez a platéia, que respondia “é a p#rra do Brasil!”. Tragicômico é pensar que semanas atrás estava todo mundo andando pra cima e pra baixo de verde amarelo, né? Natasha e Não Olhe para Trás também agitaram o público, mas foi em Mulher de fases que ninguém conseguiu manter os pés no chão. Bateu até aquela nostalgia pelos velhos tempos dos Raimundos.

Em certo momento do show, decidi chegar mais perto do palco e fiquei ao lado de uma mulher de cabelos loiros que parecia ter em torno de 45 anos. Estava com a filha, que olhava pra trás vez e outra com um sorriso no rosto, como que perguntando: “tá gostando?”. Enquanto a mãe movimentava a cabeça em sinal afirmativo e dava pulinhos no ritmo da música. Capital continua agradando a todas as idades.

No início da carreira da banda, Porto Alegre foi uma das primeiras cidades onde o Capital Inicial tocou, depois de Brasília e das cidades-satélites e foi onde fortaleceu ainda mais sua identidade. E é por essa identidade que a banda teve forças pra se reerguer (literalmente) depois da queda sofrida pelo vocalista de 46 anos em um show em Patos de Minas/MG na noite de 31 de outubro de 2009.

Admiro o Capital Inicial por isso, por estar bombando com uma turnê como essa por todo Brasil, mesmo depois de todos obstáculos pelos quais teve que passar. E pra quem pretende ver o show, só digo uma coisa: fiquem até o final, pois os ultimos instantes prometem grandes emoções. Mais um para a lista dos momentos épicos em minha vida.
Forte abraço a todos vocês, fãs e banda!

Vídeo filmado por mim da canção Leve Desespero:

Andressa Warken

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Muita gente, bois e calor em Água Boa – MT

14 julho 2010

No último fim de semana passamos pelo estado do Mato Grosso, pousamos em Goiânia e enfrentamos mais de 10h de viagem até a cidade de Água Boa – foi nosso primeiro show nessa cidade. Mas já queremos voltar!

Vejam a cobertura do show com a música “À sua maneira”:

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Sobre Das Kapital – por Fê Lemos

27 junho 2010

Quando fomos escolher um nome para a banda, há distantes 28 anos, não sabíamos de quase nada. Não sabíamos tocar, nem fazer músicas, nem nada sobre o mercado musical. Mas sabíamos de uma coisa: que precisávamos de um capital inicial para comprar nossos instrumentos, fazer nossas camisetas e posters, produzir nossos shows e agitar Brasília.

Hum, pensamos, já que precisamos tanto de um capital inicial porque não nos chamamos de… Capital Inicial? Simples, brilhante e horrível. Mas, para a nossa própria surpresa, colou – e hoje, não poderia haver um nome melhor.

Em 1998, trabalhamos com David Z, produtor americano que nunca havia ouvido falar na gente até então. Um dia, durante as gravações, estávamos conversando sobre o nome que daríamos ao CD – posteriormente intitulado Atrás dos Olhos. Ele perguntou o que Capital Inicial queria dizer, e quando soube que era initial capital, a primeira coisa que veio a sua mente foi Marx e seu livro mais famoso, Das Kapital – em português, “O Capital”. O nome não vingou à época, mas, quando comecei a pensar sobre o momento que estamos vivendo, o título me pareceu perfeito.

No Brasil, estamos às vésperas de eleições presidenciais, e a candidata da situação foi, na juventude, uma guerrilheira marxista. O seu principal oposicionista foi exilado por defender ideias semelhantes. Pessoas que pegaram em armas, que foram perseguidas, caladas e mesmo massacradas por acreditarem numa ideia, hoje têm a possibilidade de conquistar o poder e impor mudanças a nossa sociedade baseadas nessas mesmas convicções.

Para ambos, Das Kapital foi (ou é) sua bíblia, uma referência para todo o pensar e agir do século XX. Século que nos legou uma crise sem precedentes, que começamos a perceber apenas agora.

Estamos vivendo as consequências da expansão extraordinária do Capital, entusiasmados ao mesmo tempo que assombrados com seu poder de criação e destruição, para o ser humano e o planeta. Num mundo onde alguns falam em ‘fim da Hstória’, é importante lembrar que para bilhões a História não começou ainda. Ou que talvez já tenha acabado antes mesmo de começar.

Eu gosto desse nome porque ele se refere a ‘ideias’, ao invés de sentimentos, paixões ou coisas. Quando a quantidade de informação, entretenimento e bens materiais cresce mais rápido do que a nossa capacidade de compreendê-los e usufruí-los, é bom poder parar para (tentar) pensar no que realmente importa.

Fê Lemos

Fê Lemos gravando bateria - Na Cena Studios Nov/09

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Nova Temporada – por Yves Passarell

22 junho 2010

Oi galera! Mais um disco, mais uma tour, mais uma temporada…. Certamente essa é a parte que mais me deixa feliz e empolgado entre tudo o que gira em torno de uma banda de rock.

Claro que os ensaios e as gravações são muito importantes, mas nada chega aos pés
ou pode ser comparado com a emoção de começar uma nova tour!!! Quando me refiro a Tour, não falo especificamente sobre os shows e equipamentos, mas tudo o que envolve esse caleidoscópio musical, sociológico, geográfico e, muitas vezes, esquizofrênico, que é estar dentro de uma banda.

São mais de vinte pessoas que viajam, trabalhando para que tudo dê certo, pra que tudo funcione e, finalmente, para que os fãs saiam de alma lavada. Pelo menos é o que tentamos.

É muito legal conhecer novas cidades. Num país imenso e multicultural como o Brasil, sempre tem um novo lugar para espalhar o que há alguns anos era complicado: ver um show de rock and Roll! Ainda bem que temos essa imensidão de paisagens e oportunidades, mesmo em eventos com bandas bem diversas sempre tem uma banda de rock para representar o estilo.

Fico feliz por reencontrar fãs que sempre nos acompanharam durante todos esses anos,
eles foram uma base sem igual… em todas as horas. Mais uma Tour, mais uma temporada, e nessa hora me lembro de Arthur Rimbaud, poeta do século 19, do qual sou grande fã, quando escreveu no inesquecível Temporada no Inferno que “Não há partidas…” – estamos sempre recomeçando de algum ponto, do qual apenas temos uma noção. E isso é o mais bacana! Estrada, som, ensaio, camarins, felicidade, pulos, sonhos, nave mãe, fãs, silêncio, sirene, sol,
madrugada, barulho, tudo se move… e rock pra todos!!!!

Grande Abraço!

Yves Passarell

Yves Passarell gravando guitarra - Na Cena Studios Nov/09

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