É simples, invente uma legenda para a foto abaixo!
(CAPITAL INICIAL NA PISTA DE AVIAÇÃO DA CIDADE DE MAUÉS-AM AS 05:40 DA MANHÃ.
foto:Pedro Nicolas)
Para participar é simples:
Crie uma legenda e coloque aqui (nos comentários) para a foto acima (uma linha no máximo). As duas legendas mais criativas levam cada uma um kit Capital!
O resultado sai sexta -feira (03/12/2010) ás 16:00
Não deixe de participar!
Nossos ganhadores são:
Beatriz Lessa com a legenda: “Yves tira logo essa foto, o chão está quente !!!” e
Daniel Vale com a legenda: “Sem energia na terra do Guaraná???”
Muito obrigada pela participação de todos vocês!
Olá Nação Capitaliana,
Esse post é só para deixar registrado aqui que nosso último final de semana foi incrível, tivemos o prazer de aterrissar em BH dia 21/11, pular, cantar e se divertir com mais de 20.000 pessoas na Praça da Estação.
Para quem ainda não viu, aqui vai algumas fotos feitas pela turma da Mix. Enjoy!
Obrigado galera pela participação de vocês nesse dia especial, valeu mesmo o esforço de quem veio de longe e obrigado Mix de BH pela amizade e parceria na realização desse show histórico.
Há dois meses eu tive uma experiência surreal. Foi tão extraordinário que eu não sabia direito o que fazer com ela, se eu contava pra todo mundo ou ficava calado em êxtase. Eu não sabia nem como contar sem parecer uma novela mexicana. Mas eu quero dividir com mais gente, então eu peço um segundo de sua atenção e leiam esse texto. Tudo começou com um telefonema….
-E ai Dinho, blza?
-Blza Shiva, e vc?
-Tudo bem. Escuta, eu faço trabalho voluntário pra uma ONG chamada Operação Sorriso, e quero te pedir um favor.
-Fala, o que é?
-Os caras me perguntaram se vc faria um show beneficiente pra arrecadar fundos.
-Ahhhmm, pode ser, que ONG é essa?
-É uma organização fundada nos EUA pra operar crianças pobres com lábio leporino. São médicos voluntários do mundo todo que organizam mutirões e, em poucos dias, fazem cirurgias em uma centena de crianças.
-Bom, me parece bacana, me deixe consultar a banda e te ligo.
O Robledo, tecladista da banda, tem um irmão com lábio leporino e alguém tinha me dito que aquela pequena cicatriz que o Joaquim Phoenix tem no lábio também era isso, então eu sabia vagamente do se tratava. Falei com eles, e todos toparam. Ligo pro Shiva, confirmo nossa participação e, eis que começa minha aventura.
Vou tentar resumir o que aconteceu em seguida pra não matar ninguém de tédio, mas principalmente porque quero que vcs leiam até o fim. Lábio leporino, é uma má formação ( em termos médicos é um problema crânio-buco-maxilo-lábial ) que tem vários graus. Pode ser desde uma pequena fenda no lábio, até coisas bem mais sérias, como a falta total ou parcial do palato ( céu da boca) ou uma má formação grave da boca e até do nariz. Lá no show fui apresentado ao médico que criou a ONG, o Dr. Magee, outros voluntários e algumas crianças que já tinham sido operadas. Me mostaram também um álbum de fotos, com crianças antes e depois de serem operadas. Fiquei de queixo caído. A transformação parecia impossível, quase milagrosa. Ao verem meu espanto, me perguntam se eu não queria ser o embaixador da ONG no Brasil. Expliquei que eu tocava muito, e seria difícil encontrar tempo pra me dedicar à causa. Ao que me respondem, tudo bem, faça na medida que vc puder. Então, respondo um relutante sim. Alegria geral, e me dizem que as próximas cidades por onde eles passariam seriam Santarém e Fortaleza e, caso eu pudesse, seria ótimo me ter lá. Eu respondo que tentaria, mas lá no fundo sabia que seria improvável.
Mas a sincronicidade é difícil de explicar: justamente a semana seguinte era a semana das operações em Fortaleza, e eu tava livre. E lá fui eu. Chegando, me levam direto, de mala e cuia, pro Hospital Pediátrico Albert Sabin no subúrbio da cidade. Lá sou levado num tour pelas diferentes áreas de atuação do mutirão. Psicólogos, dentistas, geneticistas e médicos de todos os lugares do planeta. Brasileiros, Americanos, Australianos, Ingleses, Italianos, Mexicanos, Tchecos e mais algumas nacionalidades das quais com certeza estou me esquecendo. Todos estavam ocupadíssimos em estarem prontos pras cirurgias que começariam no dia seguinte. Sou apresentado a todos, que por sua vez me explicam o que estão fazendo ali. Me apresentam também às crianças. Algumas muito tímidas, pareciam estar assustadas com a bagunça e confusas com a profusão de línguas. A maioria tinha viajado horas pra e estarem ali. Todas eram muito humildes, mas também cheias de esperança de verem seus filhos, netas ou sobrinhos finalmente serem tratados. Passo o dia lá e à noite volto exausto pra desmaiar no Hotel.
No dia seguinte, café da manhã com os gringos e voltamos todos ao hospital. No caminho me dizem que eles queriam que eu estivesse presente na primeira cirurgia. Eu explico que seria difícil porque não conseguia sequer assistir ER, aquela séria médica de onde saiu o George Clooney. Não tem problema respondem, vc vai conseguir sim. Vcs não estão entendendo, eu não consigo ver essas coisas. Não tem problema respondem de novo, vc vai conseguir sim. Eu insistia, repetia, reiterava , mas a resposta era sempre a mesma: vc vai conseguir.
A primeira menina a ser operada se chamava Maria. Eu a tinha conhecido no dia anterior, ela tinha vindo com a avó por ter sido abandonada pela mãe. E foi dos braços dela que eu a peguei e levei pra sala de cirurgia. Me dizem pra botar uma espécie de inalador na boca e nariz dela, e pouco depois ela apaga. Pronto, agora vá se arrumar comandam. Aí meu Deus, esses caras não entenderam que eu tava falando sério? Tudo bem, eu vou indo até onde conseguir.
E começa o ritual pré-operatório. É exatamente como nos filmes, roupas, toucas, lavar as mãos com iodo, não tocar em nada e cobrir tudo. E ,de repente, o momento temido, entrar na sala de cirurgia . O Dr. Magee está ao lado da cabeça da Maria e me pede pra ficar no lado oposto. Havia muita gente presente, médicos, instrumentistas, anestesistas e até fotógrafos. Me coloco no lugar indicado e procuro disfarçar meu pânico. Ele pega uma agulha e tinta e começa a marcar o rosto da menina com pequenos pontos que mais tarde serviriam de referência para os cortes.
E, finalmente chega a hora e o bisturi aparece. Como se fosse a coisa mais normal do mundo o médico faz um corte que vai do lábio até o nariz. E, não satisfeito, continua a recortar a Maria até um ponto em que me pergunto, como aquele cara ia conseguir consertar o estrago que ele tava fazendo? No entanto, mais ninguém na sala parecia achar aquilo um problema. Recorta daqui, recorta dali, e lá pelas tantas o médico puxa a pele pra trás, e a segura com um aparelho que parecia ter um ganchinho na ponta. Agora ele se vira pra mim e diz, Dinho, pegue o gancho e mantenha a pele pra trás com uma mão e com a outra vá estancando o sangue com gase para que o outro médico possa cauterizar as veiazinhas. A essa altura eu já tinha esquecido qualquer dificuldade que eu poderia ter com ver sangue. Era como se eu estivesse tendo uma experiência “fora do meu corpo”. Eu não tive tempo de hesitar, eu tinha que olhar diretamente pro que ele tava fazendo e tentar não desmaiar. Se alguém entrasse na sala naquele momento acharia que todos ali eram médicos, eu inclusive. Tenho certeza que em nenhum momento ele me passou algo que envolvesse risco pra criança e, em retrospecto, suponho que não tenha sido nada demais em termos médicos. Acho que tudo não passava de uma tentativa de me envolver com a ONG. Mas o fato estarrecedor é que eu participei de uma cirurgia. Logo eu que achava que não conseguiria nem olhar pra um corte.
Dali eu sai correndo pro aeroporto porque ia viajar à noite pro interior de SP. Dentro do avião me deu uma sensação de euforia. Eu tive vontade de virar e contar pra todo mundo o que eu tinha feito. Eu já tinha doado dinheiro pra ONGs que tratam crianças com diferentes problemas. Já gravei uma canção pra arrecadar fundos pra AACC, mas literalmente botar a mão na massa, nunca. E de todas as coisas que eu poderia fazer durante minha vida, participar de uma operação nunca tinha passado pela minha cabeça. Para meu espanto eu tive que viver até hoje, pra experimentar o momento mais surpreendente da minha vida. Eu não pude ver a Maria acordar, me mandaram fotos, mas quando eu a vejo nas fotos, e lembro que não só eu estava ali como dei uma mãozinha eu tenho vontade de rir sozinho. Eu vivo num microcosmo musical. Normalmente eu só penso em música, letras, shows, discos, turnês, mas durante dois dias esses assuntos não passaram pela minha cabeça. Não deixa de ser curioso que eu tivesse que me meter de cabeça nos problemas alheios pra esquecer da minha vida. E mais ainda, que poder desligar do meu “mindinho”, pudesse me dar tanto prazer. Mas agora que eu já voltei à terra, e sou o embaixador da Operação Sorisso, peço a todos entrem no site e doam o que vcs puderem, porque esses caras são de outro planeta.
Acredito que todos nós queremos ajudar , entretanto todos nos temos limites, principalmente impostos pela responsabilidade do trabalho e o prazer da família. Mas nesse dia eu aprendi que passar do limite é de tirar o fôlego.
Salve galera! Agora é oficial:
Capital Inicial vai tocar no Rock in Rio 2011, no Dia Rock do festival.
Estamos confirmando aqui para você que já desconfiava, você que acabou de ver na TV e você que acompanha nossa estrada, cara! Muito obrigado de coração a todos que estão sempre com a gente nessa jornada de Rock ‘n Roll. Valeu mesmo galera!
Tocar no Rock in Rio é realmente muito especial. Quando nós tocamos da última vez, em 2001, fomos assistidos por um público de 250 mil pessoas – só quem estava lá sabe o que é isso! Agora que finalmente o festival voltou para o Brasil, depois de ter dado uma rodada pelo mundo espalhando essa marca forte do nosso país, estaremos lá, entre alguns dos melhores artistas do mundo, na nova Cidade do Rock, fazendo o que a gente sabe fazer melhor: representando o Rock ‘n Roll brasileiro para todos vocês.
#ROCKINRIONÓSVAMOS! E queremos ver vocês lá!
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