Dinho Ouro Preto
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Blog do Capital Inicial

Recado aos fãs – por Dinho Ouro Preto

29 junho 2010

Eu sou ansioso por natureza. Às vezes, suspeito que viver ou trabalhar comigo não é fácil – aliás, tenho certeza. Também desconfio que fico perto do insuportável quando vou lançar um disco. De fora pode parecer simples, mas é um trabalho que exige muita concentração, inspiração, cuidado e, principalmente (tenho que reconhecer) sorte.

Duas coisas ajudam a aliviar o peso da responsabilidade que eu sinto: primeiro, o prazer de poder viver de música; segundo, saber que existe uma legião de fãs que nos apoiam, nos seguem pelo país, votam na nossa banda em premiações, e pedem nossas músicas nas rádios. Resumindo, contamos com um monte de gente para quem nossas canções fazem sentido.

Eu sinto uma imensa gratidão, e tento retribuir fazendo dos shows eventos, a meu ver, intensos. Tudo o que envolve minha profissão eu quero fazer com entusiasmo, e quero que os fãs sintam esse entusiasmo também. Mesmo assim, eu fico apavorado quando vou lançar um disco. E tem mais, não sei o que me deixa mais nervoso, lançar um disco ou começar uma turnê.

Cada um me preocupa por motivos diferentes. Com o disco vêm as críticas, tanto dos fãs quanto dos jornais, embora a opinião dos fãs seja muito mais importante do que qualquer comentário impresso. Depois, as músicas precisam de vídeos. Será que as músicas vão tocar nas rádios? Será que o vídeo vai bem no YouTube? Enfim, se o processo de preparação e gravação é tenso, o lançamento dá um nervosismo pela dúvida de como o disco será recebido.

Já o show, são outras preocupações. Simplificadamente, uma apresentação precisa que se escolha o repertório e se monte um cenário. Pode parecer fácil, mas eu quero sempre tentar fazer algo que surpreenda os fãs. Fazer algo que os impressione, que os faça sair do show de queixo caído. Mas não é só isso. O troço tem que ser transportável porque queremos que todos no país possam ver o mesmo show. Não importa se é em São Paulo ou numa cidade minúscula no interior, achamos que temos que levar o mesmo padrão de qualidade onde quer que nos apresentemos. E, no caso desse novo show, é particularmente complicado porque o cenário é feito de luz. São telões de várias resoluções, todos projetando a mesma imagem e ligados em computadores diferentes. Dá pra perceber que é fácil algo dar errado.

E, finalmente, depois dessa imensa introdução, finalmente chego onde eu queria: os primeiros shows. Começamos fazendo uma pré-estreia em Bento Gonçalves, e logo na sequência fomos pra SP, Rio e Brasília. Nunca tínhamos feito isso antes. Nas turnês anteriores, começávamos pelo interior e deixávamos as capitais por último. As três capitais foram maravilhosas. Quando começou o show, eu achei que ia pagar o maior mico e chorar na frente de todos. Mas me contive (não sei bem como) e fui adiante. A sensação de ver aquela gente toda cantando, rindo, mexendo os braços, pulando, gritando, segurando cartazes e jogando coisas no palco, pra mim, é um sonho de adolescência se tornando realidade. Mas nem sempre foi assim, quando eu comecei a tocar, eu me sentia muito intimidado, e não tinha coragem de olhar nos olhos das pessoas. Hoje, olho nos olhos de todos porque percebi que ali estão justamente as pessoas em que mais posso confiar: nossos fãs.

E foi assim que me dei conta de que as coisas estavam indo bem… estava escrito nos olhos do público. É gozado como rola um círculo, nós nos entusiasmamos, as pessoas se entusiasmam, o que por sua vez nos entusiasma mais, e por aí vai, num crescendo cada vez mais intenso. E eu tive a sensação de que as coisas vão indo bem quando nos olhos das pessoas eu vi surpresa. O público parecia não saber se olhava pra nós, se ouvia as canções ou se via os telões. Um assalto aos sentidos. Perfeito. Era exatamente o que eu queria.

Eu sempre amei shows, sempre amei tudo que envolve shows, tudo que eu descrevi acima. E agora, eu ter o privilégio de ser uma das pessoas ali em cima, uma das pessoas que bolou aquilo, parece surreal. Quando tudo passa voando, quando você se diverte do começo ao fim, quando acaba e vc quer mais, é porque tá tudo no lugar.

E é por isso que eu estou escrevendo, para agradecer. Eu adorei os primeiros shows. As pessoas que falaram comigo disseram que gostaram também. E, com o lançamento feito, sinto uma sensação imensa de alívio e alegria. Nossos fãs são os melhores fãs do Brasil! Eu sou uma das pessoas mais sortudas do país, por ter gente assim do meu lado. E eu espero poder repetir apresentações assim pelo país inteiro.

Para os que ainda não viram, estamos chegando, se preparem. Para os que já viram, vocês são demais.

Obrigado!!

Dinho
Capital Inicial - Brasília (DF) - 26/06/10

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Sobre Das Kapital – por Fê Lemos

27 junho 2010

Quando fomos escolher um nome para a banda, há distantes 28 anos, não sabíamos de quase nada. Não sabíamos tocar, nem fazer músicas, nem nada sobre o mercado musical. Mas sabíamos de uma coisa: que precisávamos de um capital inicial para comprar nossos instrumentos, fazer nossas camisetas e posters, produzir nossos shows e agitar Brasília.

Hum, pensamos, já que precisamos tanto de um capital inicial porque não nos chamamos de… Capital Inicial? Simples, brilhante e horrível. Mas, para a nossa própria surpresa, colou – e hoje, não poderia haver um nome melhor.

Em 1998, trabalhamos com David Z, produtor americano que nunca havia ouvido falar na gente até então. Um dia, durante as gravações, estávamos conversando sobre o nome que daríamos ao CD – posteriormente intitulado Atrás dos Olhos. Ele perguntou o que Capital Inicial queria dizer, e quando soube que era initial capital, a primeira coisa que veio a sua mente foi Marx e seu livro mais famoso, Das Kapital – em português, “O Capital”. O nome não vingou à época, mas, quando comecei a pensar sobre o momento que estamos vivendo, o título me pareceu perfeito.

No Brasil, estamos às vésperas de eleições presidenciais, e a candidata da situação foi, na juventude, uma guerrilheira marxista. O seu principal oposicionista foi exilado por defender ideias semelhantes. Pessoas que pegaram em armas, que foram perseguidas, caladas e mesmo massacradas por acreditarem numa ideia, hoje têm a possibilidade de conquistar o poder e impor mudanças a nossa sociedade baseadas nessas mesmas convicções.

Para ambos, Das Kapital foi (ou é) sua bíblia, uma referência para todo o pensar e agir do século XX. Século que nos legou uma crise sem precedentes, que começamos a perceber apenas agora.

Estamos vivendo as consequências da expansão extraordinária do Capital, entusiasmados ao mesmo tempo que assombrados com seu poder de criação e destruição, para o ser humano e o planeta. Num mundo onde alguns falam em ‘fim da Hstória’, é importante lembrar que para bilhões a História não começou ainda. Ou que talvez já tenha acabado antes mesmo de começar.

Eu gosto desse nome porque ele se refere a ‘ideias’, ao invés de sentimentos, paixões ou coisas. Quando a quantidade de informação, entretenimento e bens materiais cresce mais rápido do que a nossa capacidade de compreendê-los e usufruí-los, é bom poder parar para (tentar) pensar no que realmente importa.

Fê Lemos

Fê Lemos gravando bateria - Na Cena Studios Nov/09

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Das Kapital estreia no Rio de Janeiro!

23 junho 2010

Para comemorar o mega show de estreia da nova turnê no Rio de Janeiro, preparamos um vídeo com a música “Vamos Comemorar”!

Veja no vídeo a cobertura do show, as boas-vindas do nosso segurança Luciano e algumas imagens da nossa entrevista para o Vídeo Show, que aconteceu nesse mesmo dia:

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Nova Temporada – por Yves Passarell

22 junho 2010

Oi galera! Mais um disco, mais uma tour, mais uma temporada…. Certamente essa é a parte que mais me deixa feliz e empolgado entre tudo o que gira em torno de uma banda de rock.

Claro que os ensaios e as gravações são muito importantes, mas nada chega aos pés
ou pode ser comparado com a emoção de começar uma nova tour!!! Quando me refiro a Tour, não falo especificamente sobre os shows e equipamentos, mas tudo o que envolve esse caleidoscópio musical, sociológico, geográfico e, muitas vezes, esquizofrênico, que é estar dentro de uma banda.

São mais de vinte pessoas que viajam, trabalhando para que tudo dê certo, pra que tudo funcione e, finalmente, para que os fãs saiam de alma lavada. Pelo menos é o que tentamos.

É muito legal conhecer novas cidades. Num país imenso e multicultural como o Brasil, sempre tem um novo lugar para espalhar o que há alguns anos era complicado: ver um show de rock and Roll! Ainda bem que temos essa imensidão de paisagens e oportunidades, mesmo em eventos com bandas bem diversas sempre tem uma banda de rock para representar o estilo.

Fico feliz por reencontrar fãs que sempre nos acompanharam durante todos esses anos,
eles foram uma base sem igual… em todas as horas. Mais uma Tour, mais uma temporada, e nessa hora me lembro de Arthur Rimbaud, poeta do século 19, do qual sou grande fã, quando escreveu no inesquecível Temporada no Inferno que “Não há partidas…” – estamos sempre recomeçando de algum ponto, do qual apenas temos uma noção. E isso é o mais bacana! Estrada, som, ensaio, camarins, felicidade, pulos, sonhos, nave mãe, fãs, silêncio, sirene, sol,
madrugada, barulho, tudo se move… e rock pra todos!!!!

Grande Abraço!

Yves Passarell

Yves Passarell gravando guitarra - Na Cena Studios Nov/09

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Cobertura Show São Paulo

18 junho 2010

No último dia 12 de junho rolou a estreia oficial da nova turnê DAS KAPITAL no Credicard Hall em São Paulo. Mais de 6 mil pessoas estiveram presentes e curtiram ao som de muito ROCK!

A expectiva em torno desse dia é relatada em entrevista exclusiva pelo Dinho e a trilha da cobertura você confere “Marte em Capricórnio”

Entrevista Dinho:

Marte em Capricórnio – São Paulo:

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