Dinho e a mágica da voz

por Capital Inicial

9 fev

Aí, galera!

Reta final para o novo álbum do Capital, e ainda no primeiro dia de gravações, Dinho conta só pra gente algumas das mágicas que usa na hora de gravar a voz nas músicas do novo álbum para obter o som perfeito.

Com vocês, o anti-puf, a mesa de som da voz, o controle do volume e o jeitão típico do Dinho de gravar.

Valeu!

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Vamos comemorar!

por Capital Inicial

7 fev

Aloha amigos,

Eu estou escrevendo de dentro do estúdio. Acabei de gravar a quinta música, que se chama “Vamos Comemorar”. Essa música é minha primeira parceria com o Pitt, irmão do Yves. Ele compôs várias canções que o Capital gravou, como “O Mundo” e “Algum Dia”, mas a quatro mãos, é a primeira… eu acho.

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As outras músicas que gravei se chamam “Ressurreição”, ”Melhor”, “Depois da Meia Noite” e “Vivendo e Aprendendo”, e eu sou obrigado a confessar que esta um pouco mais complicado do que eu esperava. Eu estou sem cantar há três meses; meu recorde em doze anos. Então o que acontece é que eu fico meio rouco facilmente. Eu já cheguei a gravar umas três por dia, em um passado muito recente, mas hoje em dia, ainda em recuperação, anda meio difícil.

Já fui até em um otorrino e depois em uma fono. Eu tenho mania de doença, então basta eu ler a bula de um remédio que eu começo a sentir todos os sintomas ali descritos. Mas, mesmo determinado a encontrar algo na minha voz que estivesse errado, não achei. Não que não haja nada, mas é só falta de prática. É como se as cordas vocais atrofiassem com pouco uso… dizem eles. Se é que eu entendi direito.

Dito isso, vou falar do que me interressa: gravação. Essa foi uma gravação fora do comum desde o primeiro dia, afinal quando tudo começou, eu não estava junto com a banda. Eu estava na cama assistindo, via skype. Acho um saco continuar falando do meu acidente, mas não tenho como evitar, as consequências continuam presentes na minha vida até agora.

Como nesse momento, comigo sentado na sala de gravação enquanto resolvem algum problema lá na técnica. Eu preciso ficar mudo pra não gastar a voz, e todos sabem que eu falo pelos cotovelos. É difícil. E pra quem não sabe, técnica, é aquela sala onde fica o produtor atras de uma mesa cheia de botões. Eu escuto daqui alguém ouvindo Alice in Chains.

Mas então, continuando, (eu dou umas viajadas, eu sei) como minha gravação esta sendo afetada? Eu tô fazendo assim: pra não ficar rouco definitivamente, eu chego depois da fisio e agora faço fono assim que ponho os pés no estúdio, antes de algo dar errado. Na sequencia, os backing vocals. E logo depois começa a mixagem. Então estamos gravando as vozes e mixando em seguida, algo que nunca fizemos. Não sei como outros artistas fazem, mas pra nos é inédito.

Acho que porque eles não querem me estressar, já que estou, temporariamente, com a voz, digamos, mais frágil, não me deixam gravar mais de uma canção por dia. Um saco. Mas, como eu  já disse em outras cartas, eu aprendi muito sobre paciência. Então, pra não me deixarem tenso (pode?) ou nervoso, eles fazem isso comigo, o que além de sacanagem, é inútil, primeiro porque eu já sou ansioso por natureza e não há nada que ninguém possa fazer pra mudar isso, (acho que nem uma psiquiatra. Talvez um hipnotizador, não sei) mas voltando ao assunto, quem tá estressado são eles.

Vou colocar um tranquilizante na bebida deles. E tem mais, mesmo que ainda esteja longe de recuperado, eu quero e consigo cantar. É só todo mundo relaxar, mas uma só por dia é coisa pra enlouquecer qualquer músico. Que péssimo eu sou, tô sendo mal agradecido, na verdade, só deles procurarem me tranquilizar é bacana. {risos}

Aliás, isso tem sido recorrente, todos querem que eu fique bem, uma imensa preocupação com minha tranquilidade. OK, bacana, mas ja chega. Eu tô quase bom. Além do que, eu posso ficar mal acostumado com tanta puxação de saco.

Até que não seria mal eu tratado como prima dona. Tô brincado, acho artistas que se comportam como se estivessem acima do resto da humanidade o fim. Esse é um problema recorrente entre artistas: auto indulgência, tipo, “nossa, vocês não concordam que eu sou foda?”

Tá bom, mais uma viajada. Agora chega. A próxima música que eu vou pegar se chama “Quero ser como você”. Ela parece, em teoria, ser mais simples. Peraí, acabei de ser interrompido pelo David pra eu começar a gravar.

Lá vou eu,yeah! Será que existe profissão mais divertida? Não que eu saiba. Depois conto pra vocês como foi o resto.

Valeu,

Dinho.

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A hora do baixo

por Capital Inicial

2 fev

Enquanto o Dinho está no estúdio colocando a voz no novo CD, como você acompanha por aqui, a gente registrou e traz pra vocês os bastidores e as impressões do Flávio Lemos gravando o baixo nas novas músicas.

Com direito a brincadeiras do resto do banda, tá tudo no vídeo.

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Primeiro dia de gravacão de voz…

por Capital Inicial

28 jan

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Gravação de Bateria do Novo CD

por Capital Inicial

22 jan

Fala, galera!

Dando continuidade à produção do novo CD do Capital, confiram o nosso Fê Lemos finalizando as gravações de bateria das novas músicas.

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Uma palhinha de “Vivendo e Aprendendo”

por Capital Inicial

20 jan

Oi, galera

Quem é fã, sabe, que para o show do Capital em Sampa, depois de dois anos na estrada sem tocar na capital paulista, foi lançada a Palheta Interativa.

Dinho, Fê, Flávio e Yves distribuíram nos shows palhetas com seus nomes e códigos, que davam direito a entrar no site da ação e acessar um conteúdo inédito de cada um dos músicos tocando um trecho de “Vivendo e Aprendendo”, canção que está no forno do próximo álbum da banda.

Agora que as gravações do novo CD já estão na reta final – isso mesmo, galera!, nós trazemos pra TODOS vocês os vídeos dos músicos produzidos especialmente para a ação da Palheta Interativa.

Divirtam-se e vão esquentando os motores, que o Capital já está à toda na pista do novo CD.

Boas vibrações, galera!

Post do Dinho – Quase Famosos

por Capital Inicial

15 jan

Eu tô começando a conseguir pensar mais no futuro do que no passado.

Eu sei que sou um tanto maníaco compulsivo obsessivo, não no sentido literal como o personagem que o Jack Nicholson interpreta em Melhor É Impossível. Mas no sentido de que quando estou no meu estado “normal” eu só penso em música e tudo que envolve colocar um show bacana na estrada.

Já que falei de cinema, me vêm outro filme à cabeça. Esse não fez tanto sucesso, mas é a respeito de uma banda imaginária que se chama StillWater, se não me engano. O filme se chama Quase Famosos, o que não deixa de ser irônico porque nenhum dos atores é muito famoso. Mas vamos ao filme. A banda está na estrada, sendo acompanhada por um repórter da Rolling Stone, que faz o papel de um garoto que na vida real se chama Cameron Crowe, que aliás
dirigiu o filme. O filme é assim, mistura ficção com realidade. Algumas coisas que acontecem com a banda aconteceram mesmo com bandas de verdade, como uma cena hilária num avião que teria acontecido com The Who. Esse cara, o Cameron Crowe, tem como mentor um outro jornalista de verdade, o amargo, mas engraçadíssimo, Lester Banks., que vive dizendo pro garoto nunca se envolver com a banda porque ele acabaria seduzido pela vida glamurosa de aviões, sexo, drogas e fama. E é exatamente o que acontece. O cara se torna amigo do StillWater, embora no final faça um artigo que desagrada a banda.

Mas nada disso é sobre o que eu queria falar, dei uma viajada. Meu ponto é que em determinado momento o Cameron Crowe, durante uma entrevista, pergunta ao guitarrista o que ele mais gostava em rock’n'roll. O cara fica quieto pensando, e lá pelas tantas responde: “Tudo”. Eu me sinto assim, gosto de todo o unverso em volta de rock. Das roupas, às caras e bocas, aos cenários, estilo de vida, letras, guitarras, baterias, baixos, às luzes dos shows, discos e capas…..enfim , tudo. E no momento, eu tenho pensado só nisso.

Eu tive muito tempo pra pensar no assunto. Eu não tirava férias há dez anos, e eu quero aproveitar essa interrupção pra mudar muita coisa. Eu não quero, no entanto, aparecer com outra banda. Digamos que o Capital vai ter uma sonoridade diferente e o que estou pensando pro cenário, caso seja viável, vai ser surpreendente. Quanto às roupas acho que isso fica igual, jeans e camiseta. E instrumentos então nem se fala. Decidi fazer uma pequena coleção de guitarras, violões e baixos. Não sou um bom instrumentista, mas desde garoto sou apaixonado por coisas como uma Les Paul ou uma SG. É gozado, só fui comprar essas coisas agora.

Estúdio Paraná Pompéia

Mas voltando aos meus novos instrumentos consegui uma Strocaster de 77 e um Precision de 72. O baixo o Flavio usou em algumas cançoes do disco novo. Aliás, eu também nunca tive tanto tempo pra pensar num disco. Quase todo dia eu mudo o pedaço de alguma letra. O que na verdade é um saco porque vc nunca se dá por satisfeito. Então vc de repente se vê atormentado por uma rima e métrica que vc não consegue encontrar.

Por exemplo, fiz uma canção que por enquanto se chama “Quero ser como vc” e em determinado momento tem uma frase que diz “diga uma palavra pra me acalmar…” e eu preciso de algo que tenha o mesmo ou quase o mesmo número de sílabas, que acabe em “ar”, mas
não seja um verbo. E só me vem à cabeça coisas como bar, mar, lar e pomar, enfim nada que eu possa usar. E por aí vai, toda vez que ouço uma das canções, eu tenho vontade de mudar alguma coisa. Eu sei que em algum momento vou ter que me resignar e dar por encerrado, mesmo achando que eu poderia
melhorar algum detalhe.

Me vem à cabeça uma coisa que Renato me dizia nos anos oitenta. Ele dizia que um disco fica pra sempre, que era preciso tomar muito cuidado, e que nós fazíamos discos apressadamente. Ele tinha razão. Mas hoje é diferente, estou compondo com o Alvin e o Pitt desde o começo do ano passado e ainda tenho tido esse tempo extra pra acabar as letras. Não quero dizer com isso que vou fazer algo perfeito, mas vou saber que fiz meu melhor. E eu acho que é isso que importa. Eu começo a gravar as vozes no dia 28. Que meda……

Boas vibes.

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Primeiro dia de gravações

por Capital Inicial

11 jan

Aí, galera!

Com vocês, o primeiro dia das gravações do novo CD do Capital.

Mais uma vez, é o Boréia quem abre as portas do Estúdio Na Cena, onde a banda gravou todos os instrumentos, alinhou os arranjos, tudo com o carinho e a dedicação para preparar um novo CD incrível para a galera capitaliana.

Vem com a gente! Nas próximas semanas vamos mostrar muito mais dos bastidores das gravações.

Good vibes!

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Post do Dinho – Feliz 2010 para todos

por Capital Inicial

29 dez

Olá a todos,

Ao longo dos últimos dois meses, acabei escrevendo três textos. Como a maioria de vocês sabem, o motivo, em princípio, era dizer às pessoas o que estava acontecendo comigo depois do meu acidente. As cartas acabaram provocando um intercâmbio inesperado. Para minha supresa, um monte de gente escreveu comentando os textos. Não sei se vou conseguir manter esse hábito, mas vou fazer ao menos uma tentativa.

Esse ano foi peculiar; tudo começou bem, ou ao menos “normalmente”. Mesmo uma banda acaba tendo um rotina, e a nossa é viajar, compor, gravar e fazer shows. Não me entendam mal, não nos aborrecemos em momento algum; nunca é tedioso, e mesmo que façamos cento e vinte shows num ano, sempre é divertido e diferente. A turnê do disco Ao vivo estava programada para ir até dezembro, quando completaria um ano e oito meses, e minha concetração já estava toda voltada para as composições do disco novo.

Quando começamos a escrever, um anos atrás, não tínhamos idéia de quantas canções viriam a ser gravadas. O Alvin e eu trabalhamos juntos há muitos anos, e ao longo desse tempo aprendemos a nos conhecer bem. Quando o cara pensa numa frase, eu completo antes que ele termine. Acho que compor em parceria é sempre melhor quando os músicos se conhecem bem. Eu digo isso porque muitas vezes você fica meio envergonhado de mostrar algo inacabado pra alguém. Quando se tem um bom amigo trabalhando contigo, você perde um pouco o medo do ridículo e diz tudo que te vem à cabeça, por mais absurdo ou engraçado que pareça.

Isso só é divertido se no final você consegue ter o bom senso de perceber o que é bacana e o que não é, o que infelizmente, eu reconheço, nem sempre acontece. Também escrevi duas músicas com o Pitt, irmão do Yves, minha primeira parceria com ele, embora já tenhamos gravado várias músicas dele. Ao todo, entre Alvin, Pitt, Yves, e Robledo, acabamos escrevendo umas vinte canções.

Os ensaios começaram em agosto, e a gravação estava marcada para o começo de novembro. Uma semana antes do começo, eu caio do palco e me quebro todo. No começo não entendi a gravidade do que tinha me acontecido, e achei que em dezembro já estaria tocando de novo. Suspeito que não me diziam tudo pra que eu não entrasse em pânico, o que foi uma decisão acertada porque ficar preso a uma cama num hospital por um mês é apavorante.

Quando meu suplício começou chegaram a me perguntar se eu queria que o disco fosse adiado, mas eu achei que estávamos muito ensaiados, e parar faria tudo começar do zero quando eu me recuperasse. E pronto, assim tudo continuou como se nada tivesse acontecido, e eu acabei acompanhando a gravação da cama do hospital via skype.

O produtor é um cara chamado David Corcos, produtor de discos do Marcelo D2, Planet Hemp e Seu Jorge. Achamos que era hora de gravar com um cara novo, de procurar uma outra sonoridade, e a escolha não poderia ter sido melhor. O David merece um longo texto só sobre ele, então essa fica pra depois. Eu só quero acabar essa parte dizendo que eu acho que ele fez o melhor disco do Capital, mas quem vai dizer se eu tenho razão são vocês.

Voltando ao meu acidente; mesmo tendo falado muito sobre ele, todo mundo que me encontra quer saber de algum detalhe, e por mais que eu queira virar a pagina e deixar esse assunto pra trás, ele parece se recusar a ser esquecido. É verdade quando dizem que experiências como essa são transformadoras, e mesmo que a produção do disco já tivesse sido decidida antes do acidente, a mudança de produtor não poderia estar mais em sintonia com o que venho sentindo agora.

Quero que 2010 seja diferente para o Capital. Quero mudar muita coisa e quero poder surpreender as pessoas. O Capital já tem uma personalidade definida e acho que tentar mudar isso seria um erro.

Vocês conseguém imaginar o Capital reaparecendo eletrônico ou metal? Todo mundo ia odiar, pricipalmente os fãs, mas nós também. Mesmo assim muita coisa pode mudar. E esse é o desafio pra nossa banda no disco novo e na nova turnê: sermos criativos sem perder nossa identidade.

Esse foi um ano duro pra mim. Trabalhei o ano inteiro compondo e dando shows e no final me esborracho todo. Espero que de algum modo isso tudo possa me trazer algo de bom. Até agora, aprendi muito sobre gratidão, generosidade e paciência, mas eu estou curioso pra ver que consequencia isso vai ter para o meu trabalho. Não consigo dizer que esse foi um bom ano; eu passei pelo momento mais difícil da minha vida até hoje.

Confesso estar contente de ver o ano chegando ao fim.

Chega de 2009 e que todos nós possamos ter um ano melhor em 2010.

Boas vibrações pra todos vcs.

Valeu, Dinho.

O fã aqui é muito bem-vindo e também produz conteúdo

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Um 2010 cheio de Capital… começando já

por Capital Inicial

28 dez

Aeeê, galera

Vocês estão acompanhando os preparativos para o novo CD, os ensaios, as gravações, os planos, vai ter muito Capital em 2010.

E para entrar já com o pé direito no novo ano, a gente preparou uma super surpresa pra vocês: todos os vídeos do DVD Multishow ao Vivo, inclusive com extras e bastidores, ao todo 24 (isso mesmo, 24 vídeos) estão disponíveis no YouTube do Capital clicando aqui.

Dá pra aproveitar as boas festas, as férias e todo o tempinho que sobrar pra ficar em cima com o trabalho mais recente da banda, enquanto Dinho, Yves, Fê, Flávio e todo o pessoal da produção e da técnica preparam o novo trabalho da banda.

Ótimas vibrações!!!